Aula 5: Cuide bem da sua Grana

Quando menos é mais

Se ficou com preguiça de assistir o vídeo, não tem problema! Entregamos o conteúdo mastigadinho por escrito também!

Carmen

Carmen

Autora do Papo de Grana

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Ôpa ôpa! Vamos nós de novo?

Se você está lembrado da aula anterior (e, se não estiver, assiste aqui e finge costume: internallink.com.br), já sabe que existem duas formas de tornar seu $aldo mais positivo no final do mês: ou você diminui seus gastos, ou aumentar sua receita. Tchãran! Matemática básica, nénon. Poisé, lamentamos informar que não existe um terceiro caminho. Pode se poupar de acender velas pra oxalá, pular 7 ondas ou fazer rituais em volta da fogueira. Não tem chororô: pra ter uma vida financeira mais equilibrada, ou você diminui suas despesas, ou aumenta sua receita. Agora, vamos falar mais sobre “diminuir despesas”, que é algo que tá total sob seu controle.
A planilha que nós montamos com você na aula passada tinha uma coluna referente ao peso de cada uma das suas despesas referentes à sua receita. Lembra? Ou seja, se você ganha um salário de 10 mil e tá gastando 3 mil em aluguel, significa que o peso desse aluguel no seu orçamento é 30%. Esses percentuais são importantes porque vão nos dar dicas de onde você está gastando mais do que deveria. E é aí que nós vamos entrar com nossa tesoura de gastos, cortando o que puder! Pra isso, trouxemos (aqui embaixo) a tabela que demonstra os padrões médios de gastos de uma família brasileira. A partir dela, você pode ter uma ideia do quanto os seus gastos estão fugindo e um indicativo do quanto a mais você está gastando do que deveria.
Saca só:

Vamos dar um exemplo: se você tá gastando 30% da sua renda com moradia, é sinal que está gastando acima do que gasta, na média, uma família brasileira. Aí talvez seja interessante pensar em se mudar, ir pra um apê menor, enfim. Dá teus pulos pra economizar nisso daí! É engraçado que, quando falamos em diminuir as despesas, rola um certo constrangimento. Vai dizer? Do tipo “cooomo assim eu vou me mudar pra um apartamento menor? Deixar de gastar nisso ou naquilo?”. Bom, temos uma notícia: cuidar bem do seu dinheiro não deve ser motivo de vergonha. Muito pelo contrário! Cuidar da nossa vida financeira é como uma empresa cuidando das suas entradas e saídas, ora bolas. A conta, no final das contas (licença para trocadilho), tem que ser azul. Saldo positivo. Humilhante ou embaraçoso é a gente não ter uma vida financeira equilibrada, apontando pro vermelho. Chegar no fim do mês sempre com aquela sensação de aperto. Abrir a fatura do cartão com a mão suando. Dá um nervoso só de pensar, né? Você não precisa disso não.

Sabe o que é mais louco? Que esse “diminuir despesas” na graaande parte das vezes é diminuir custos supérfluos, tipo compras ou gastos blé. Isso porque nós temos um ímpeto consumista muito grande, quase que cultural. Relaxa, não vou entrar em discurso hippie aqui. Pra não te mentir, talvez só um pouquinho. Mas você vai entender o ponto. Fato é que é muito mais fácil e divertido comprar um iphone, abrir e ficar tipo “porrannn eu tenho um iphone, minha vida mudou, que do c@ralho” no AGORA do que para pra pensar no longo prazo. A gente tira o longo prazo pra “chato” porque ele não tá acontecendo nesse momento. Aí trocamos o futuro pela emoção de gastar e se satisfazer de forma imediata.

Acabe com o consumo que te consome

O ponto é: tudo bem você querer ter umas calças jeans e umas camisetas, mas será que precisa de t r o c e n t a s calças, uma de cada tonalidade? Será que precisa de todas prateleira socadas de camisetas que você nem sabe que estão lá? Aí quero te propôr um desafio. Pensa que você tá se mudando da sua casa (ou lembre de alguma mudança que você já fez). Você separa lá 10 caixas pra toda sua tranqueira. Na hora de pôr a mão na massa e encher as caixas, a chance de faltar espaço é grande. Provavelmente, você vai precisar de 5x mais caixas do que achava. Sabe por que? Porque a gente acumula coisa p-r-a-c-a-r-a-l-e-o. Admite, eu sei que você volta das suas viagens com umas quinquilharias desnecessárias. Tipo aquele copo que você comprou escrito “eu amo tal lugar” e tá até hoje acumulando poeira na sua prateleira. Esse é só um exemplo de situações em que a gente arranja tranqueiras pras nossas vidas. Ou, em outras palavras, produtos e coisas que não agregam valor e ainda custam um valor. É que consumir é fácil, divertido, dá um prazer de curto prazo inegável. Porém, efetivamente, você precisa de bem menos do que tem. Inclusive, tem um documentário no Netflix que fala sobre isso, chamado “Minimalismo” (clica aí no título se você quiser assistir o trailer). Nesse documentário, você acompanha dois caras falando sobre esse estilo de vida, e aprofundando a ideia de que dá pra ser muito mais feliz com menos. Tá, ok que talvez eles sejam meio hardcores demais. Independentemente do quanto você se identifica, a lição que fica é que viver uma vida com o que realmente importa é mais saudável pro seu bolso e pra sua alma, pro seu bem estar. Tem pessoas que, antes de realizar uma compra, costumam se perguntar coisas tipo “eu vou usar isso? Quantas vezes vou usar isso?” pra avaliar se vale a pena gastar dinheiro e energia com aquilo. É um exercício legal, até porque estimula o nosso diálogo interno, evitando compras por impulso.

Maaas não tem tática melhor do que transformar o dinheiro em tempo. É isso mesmo que cê leu. Deixa te explicar o raciocínio: no fim das contas, você dedica seu tempo trabalhando para ter dinheiro, certo? E aí você pega o seu dinheiro para comprar alguma coisa, certo novamente? Então, tirando o efeito do dinheiro no meio e fazendo a conexão direta, você pode concluir que, na verdade, está comprando coisas com seu tempo. A frase “tempo é dinheiro” nunca fez tanto sentido. Agora vamos calcular quanto vale seu tempo em comparação ao seu dinheiro. Por exemplo, digamos que você quer comprar uma Coca de R$5,00, sendo que seu salário é R$ 5.000,00. Se você dividir o seu salário pela quantidade de tempo que gasta no mês, vai ver que essa Coca Cola de fato custa 11 minutos da sua vida. Então você não tá gastando 5 reais pela Coca, e sim 11 minutinhos preciosos da sua vida. Mais um exemplo pra não ter erro: digamos que você quer comprar uma camiseta bonitona, que custa R$ 250,00. Sabe quanto vale esses 250 pilas? Se você segue com esse salário de 5 mil reais, significa que ela vale 01 dia inteiro de trabalho. Vinte e quatro horinhas inteiras. Então você acordou de manhã, foi pro job, ficou lá a manhã inteira, saiu pro almoço, voltou, trabalhou mais uma tarde inteira, voltou pra casa por causa dessa camiseta. Não tem errado nem certo, mas é importante que você tenha claro esses parâmetros na cabeça.

Mudanças pequenas, grandes impactos

Entãão, agora fica ainda mais clara a importância de diminuir as despesas pra ter uma vida mais equilibrada – financeira e pessoal. E essa mudança de gastos pode se dar facilmente com uma mudança de hábitos. Você já pensou em ir de bike pro trampo ao invés de pegar uber (se esse for seu caso)? Ou em levar marmita de casa pra economizar no almoço? Tem um dado muito louco sobre isso: em média no Brasil, se gasta de R$ 25-30 pra almoçar fora. Se você decidir cortar esse gasto e levar almoço de casa todo dia, já conseguirá economizar de R$ 300 a R$ 400 por mês. Pô, é muito dinheiro. Se você jogar isso no longo prazo pra construir aquele teu objetivo tão cobiçado, saiba que esses R$ 300 – 400 pilas por mês podem se transformar facilmente em 1 milhão de reais. É sério. Basta lembrar das contas que o Tito fez na aula 2 (internallink.com.br).
Como você pode ver, levar sua quentinha pro trabalho tem seu valor (literalmente). Pode ser uma bela forma de você melhorar sua relação com comida e ainda uma alternativa pra passar a construir um patrimônio topzera no longo prazo. Isso aqui tem zero pretensão de julgar seus hábitos ou como você gasta seu dinheiro, e sim a intenção de mostrar qeu uma vida financeira equilibrada vai fazer uma diferença muuuito grande no seu futuro.

Pois bem, falamos sobre diminuir as despesas e, antes de fechar essa aula, vamos dar um pitaco aqui sobre aumentar receita – a gente não se aguenta. Esse aumento de receita, se você pensar bem, pode vir de coisas simples: de aprender a se vender melhor, negociar melhor seu tempo, produzir mais, melhor, etc. Diminuir os gastos já é ótimo, mas se você conseguir fazer isso ainda por cima aumentando um pouco sua renda, está num caminho sensacional, fantástico e maravilhoso (sim, tudo isso junto). Um caminho que com certeza vai alavancar suas chances de se tornar um milionário e ter a sua vida financeira bem equilibrada. Parece loucura? Saiba que é uma loucura completamente factível e possível.
Estamos aqui pra isso.
Até a próxima!

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