—  Bê-a-bá dos Investimentos
Devo investir em ações em época de Eleição?

Investir em renda variável em tempos de eleições é como se alguém adicionasse um looping naquela montanha-russa do parque de diversões. É um período de alta volatilidade, que pode ter variações bruscas em curtos espaços de tempo, principalmente nas semanas que precedem a votação e nos primeiros meses após o início do novo mandato. Como o mercado é sensível à incertezas, é normal essa movimentação toda, mas não impede que investidores moderados ou arrojados se questionem se é um bom momento para investir em fundos de ações.

Invisto ou aguardo o mercado acalmar?

Antes de responder à questão, é preciso fazer um adendo: a volatilidade recente da bolsa brasileira vem das eleições, mas também de outros fatores, tanto internos quanto externos. No Brasil, pode-se adicionar à esse combo a greve dos caminhoneiros, que afetou diversos setores do país - e colocou à prova a confiança do mercado no governo brasileiro - além do adiamento de votações importantes no cenário político, como a reforma da previdência. O Ibovespa - índice norteador da bolsa brasileira, terminou agosto com queda de 6,47%.

Já no exterior, o destaque é nas medidas protecionistas de Donald Trump, que sobretaxou a importação de aço e alumínio de vários países, entre eles, a China, e anunciou tarifas de mais de US$ 200 bilhões sobre uma lista de milhares de produtos chineses. O protecionismo norte-americano pode até fortalecer o cenário econômico de lá, mas reflete diretamente no mercado brasileiro, que vê os investidores retirando o capital do país para entrar em economias mais estabilizadas e centrais.

“Compre ao som dos canhões
e venda ao som dos violinos”

A famosa frase de Warren Buffett é a maneira mais direta de explicar o que os investidores de renda variável devem fazer em momentos como o atual.

— O cenário tende a ser muito volátil nos próximos meses. Mas o que os investidores mais arrojados devem ter em mente é que, quando a bolsa entra em queda, abre-se uma enorme oportunidade para a compra de papéis de boas empresas por um preço menor. Sendo assim, quando a situação se normaliza, e ela sempre normaliza depois de um tempo, os ganhos são maiores — diz Alex Frighetto, PO da Warren Brasil.

Em um exemplo simplista, é como se o investidor fosse um revendedor: quanto menor o preço do produto na hora da compra, maior pode ser a margem dele na hora na revenda em momentos de alta procura.

— Portanto, se a ideia do investidor é entrar no mercado de ações, esse momento atual pode se tornar interessante para ele, mas desde que ele tenha um objetivo de médio a longo prazo. A combinação de curto prazo, cenário de eleições e alta volatilidade não é nada boa e pode, inclusive, ter prejuízo — finaliza Frighetto.

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