Aula 4: Equilibrando as contas

Equilíbrio financeiro: não tem terror não tem k.o!

Se ficou com preguiça de assistir o vídeo, não tem problema! Entregamos o conteúdo mastigadinho por escrito também!

Carmen

Carmen

Autora do Papo de Grana

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Após ter voltado aaanos na história do nosso famigerado amigo dinheiro (vide internallink.com.br), estamos de volta em mais uma aula sobre finanças! Não, nada a ver com as aulas do colégio nem com as cadeiras da faculdade. Nosso negócio é descomplicar o tema pra te ajudar a atingir um equilíbrio financeiro de forma tranquila e sem mistérios! Preparadx pra botar a mão na massa? Hoje promete. Mas, antes de prática, vamos aquecer com alguns dados reais e chocantes:
Recentemente, uma pesquisa feita em parceria com o Banco do Central do Brasil revelou que, entre 10 brasileiros, 8 não conseguem guardar dinheiro no final do mês. Se identificou? Segue que tem mais. 70% dos participantes da pesquisa confessaram ter conhecimento quase nulo sobre como controlar suas finanças. !Setenta por cento, bicho! Apenas 29% afirmaram acompanhar, de alguma forma, suas receitas e despesas. Ou seja, mais de dois terços dos brasileiros não fazem sequer o BÁSICO em termos de organização financeira.

Isso é um problema muito grande. Se você não acompanha o quanto ganha e o quanto gasta, como você vai pôr em prática a regra de ouro que combinamos? Lembrando qual é ela: “você precisa gastar MENOS do que ganha”. MENOS. Sem o controle do que entra e do que sai, fica impossível. Mas calma, não chora, a gente vai organizar isso juntos! Chegou a hora do nosso trabalhinho (yaay). Esse tema envolve fazer uma planilha de receitas, despesas e – claro – de investimentos! Isso é algo super simples e fundamental, que pode marcar o início de uma vida mais financeira mais tranquila e equilibrada. Quem sabe daqui a 10 anos você não vai estar brindando essa data? Só depende de ti, ein.

Claro que já adiantamos grande parte do trabalho pra você! Pra baixar a planilha de excel que criamos especialmente pra isso, basta clicar aqui: www.linkdapalnilha.com.br
Agora, vamos começar a construir as receitas e despesas da sua vida. A primeira coisa que você deve saber é que lidar com despesas pessoais é quase como uma empresa lidando com contabilidade, beleza?
Pensa que você tem que saber – linha por linha – cada linha de receita e despesa. Assim como uma empresa, você também precisa saber analisar se o confronto dessas linhas apresenta um resultado positivo ou negativo. O resumo é simples: você não pode ficar no vermelho, tem que ficar no azul. Tá, agora deu de papo, e bora preencher isso daí!

No campo de valor da receita é bem simples: você coloca seu salário, ou o quanto ganha nos seus jobs. Se a sua receita variar muito pelo tipo de trampo que você faz, sugerimos fazer uma média do quanto ganhou nos últimos 12 meses, e usar esse número como base! A parte das despesas dá um pouquinho mais de trabalho – nada novo sob o sol. Nossa sugestão é dividir as despesas em 3 categorias. Primeiro, as fundamentais. Segundo, diversão. Terceiro, de investimento – palavrinha essa que vai ajudar muito na construção do seu futuro. Vamos às despesas fundamentais: são elas a mensalidade do seu curso, o valor que você gasta para moradia, internet, aluguel, condomínio, plano de saúde, biriri bororó. Todos seus gastos fixos. Não se esqueça de incluir o valor de transporte – o quanto gasta em uber, bus, gasolina etc. Se você não tiver todas notas fiscais pra saber exatamente o que gastou, coloca ali um valor aproximado – de preferência, chuta pra mais! É maravilhoso isso. Se não sabe o quanto gastou, sempre finja que é mais. Aí, você cria uma coluna chamada “valor” e vai completando ali os números conforme suas despesas fixas. A segunda classe a ser criada é a de despesas variáveis, que não são exatamente o que você gasta todo o mês. Exemplos: supermercado, padaria, farmácia, vestuário, almoço – um mês você gasta mais no outro você gasta menos. Inclui os extras e os imprevistos que variam de mês em mês. Esses valores são mais difíceis de ter em mãos, mas também são fundamentais e entram nessa categoria. Novamente, se você não tem as notinhas, tente se lembrar e jogue o valor pra mais! A terceira coluna será o peso, em porcentagem, referente à sua renda. Basicamente, qual parte da sua renda que vai para aquele gasto fundamental. Para fazer o cálculo, divida o valor da despesa ÷ pela renda e multiplique por 100, aí você sabe exatamente a porcentagem.

Chegou a hora da parte boa (ou nem tanto): os gastos com diversão. Aí entra aquele jantar que você fez com o crush, ou aquele iphone que você comprou, ou o cinema que cê vai 2 vezes por mês, aquela viagem no fim de semana pra serra, etc. O famoso lazer. O legal dessa planilha é que – embora agora você esteja preenchendo os números de cabeça – com o passar de alguns meses você terá um comparativo de suas despesas. Ou seja, conseguirá ver como seus gastos estão evoluindo e no que você está gastando mais ou menos.
Deixamos o melhor para o final: investimentos! Embora tenha ficado por último, é importante lembrar que essa deve ser sua primeira despesa a ser contabilizada. Te explico: em geral, as pessoas reservam apenas “aquilo que sobrou” (se é que sobrou) para investimentos, certo? Pois é. Mas, se você perceber que o investimento é a coisa mais importante do seu equilíbrio financeiro, se você tiver essa noção e consciência, essa vai ser a sua primeira despesa. Primeiro, você vai separar uma graninha pra investir. Aí, depois, vêm os gastos fundamentais, fixos e com diversão.

A gente enfatiza isso justamente pelos dados que trouxemos no início. A questão é a seguinte: oitenta por cento dos brasileiros não sabe quanto ganha, não sabe quanto gasta e tem uma vida financeira completamente desequilibrada. O dinheiro entra e sai, e não se sabe se sobrou ou se gastou mais do que ganhou. Aí tem uma galera que até controla suas despesas, mas, na hora que sobra dinheiro, torra tudo – e depois diz que não tem pra investir. Se você for um pouquinho mais inteligente, você se organiza pra ter sempre um valor guardado pro investimento. Pensa que o “gasto com investimento” é o melhor de todos. É ele que vai trabalhar para você e pra sua independência financeira, sua aposentadoria na praia, viagem com amigos e tudo mais. O que sobra da receita depois de investir e pagar seus custos fixos/variáveis, aí sim você pode ficar tranquilo pra gastar com diversão.
No vídeo, o Piangers até comenta de um amigo religioso que separa os gastos da seguinte forma: com 80% da renda ele vive, 10% ele investe, os outros 10% é doação para igreja – o famoso dízimo. Citamos esse exemplo como de alguém que destina parte de sua renda para uma causa que acredita, mas claro que existem várias além da igreja. Pesquisas científicas já apontam que quando a gente contribui para alguma instituição de caridade ou se engaja com algum projeto social a gente é mais feliz! Então, se você curtir a ideia, pode deixar 10% separado para doação. Caso contrário, sugerimos que você viva com 80% da renda e invista 20% dela.
Então, taí sua tabelinha pronta. E calma, não precisa ficar apavorado com os números! É normal a gente perceber que gasta muito mais do que imaginava – e, às vezes, até mais do que ganha! Taí o problema das suas dívidas do cheque especial, do seu estresse, sua falta de tranquilidade para viver uma vida em família mais equilibrada, e tudo aquilo que já falamos. Se esse for o caso – de você estar gastando mais do que ganha – só tem duas possibilidades: ou você aumenta sua receita ou diminuir sua despesa. Não existe um terceiro caminho. Tá, você pode ganhar na mega sena, é verdade. Porém, o que tá 100% no seu poder, hoje, é diminuir suas despesas. Se tá no seu controle, por que não praticar?
Segue aqui na tripulação, que esse vai ser o tema do próximo vídeo!
Mais conteúdo = menos despesas. Essa é a matemática que o Brasil quer.

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