Aula 1: Esse negócio chamado dinheiro

É vida financeira bem re$olvida que você quer?

Se ficou com preguiça de assistir o vídeo, não tem problema! Entregamos o conteúdo mastigadinho por escrito também!

Carmen

Carmen

Autora do Papo de Grana

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Sacando que, para muitas pessoas, a relação com dinheiro é complicada –  chegando ao ponto de tirar o sono de alguns – nos comprometemos a explicar, nesta aula, o que o dinheiro significa nas nossas vidas, e como podemos tornar essa dinâmica mais saudável (sim, é possível!). Hora da sinceridade: para quantos amigos você conta quanto ganha ou quanto gasta? Sendo quase um tabu, o assunto “grana” gera constrangimento e desconforto entre nós – e até com nós mesmos. Não há dúvidas que a sua relação com o dinheiro pode resultar em uma vida de complicações, ou de tranquilidade, dependendo de como você a encara e conduz. E já sabemos qual das duas você quer. O objetivo é justamente esse: fazer com que a relação com seus pilas seja tão saudável que você não precisará queimar seus neurônios com preocupações financeiras. Repetimos: sim, é possível!

Piangers e dinheiro: nem sempre um caso de amor

Não à toa, quem vos fala nessa aula é Piangers, radialista, apresentador e colunista famoso, que reside em POA desde 2006. Voltando um pouco na sua história, você irá conhecer o filho de uma mãe solteira e batalhadora, que conseguia equilibrar as contas da casa com muuito suor! Vivendo esse contexto quando jovem, Piangers percebeu o link existente entre dinheiro e liberdade – ou seja, que dinheiro nada mais era do que um passe para você fazer o que deseja. Um passe que te permite ser livre o suficiente para dizer NÃO a trabalhos que você odeia e a chefes que não suporta. O que interessava a ele não era o dinheiro pelo dinheiro, ou o dinheiro pelo produto, mas sim pelo acesso a diferentes possibilidades e chances que ele te dá. Inclusive a possibilidade de chutar o balde, se assim você desejar. Piangers viveu na pele esse paradoxo (dinheiro vs. possibilidades), pois foi a falta de dinheiro que o impediu de estudar o que queria. Animado com a ideia de cursar Publicidade e Propaganda (só disponível em universidades privadas), o jovem teve que abrir mão de seu desejo para cursar Jornalismo na universidade federal de Santa Catarina. O fato de ser gratuito era um pré requisito. Para se preparar para o vestibular, Piangers se inscreveu no cursinho mais barato que encontro – que era o que cabia no bolso da sua mãe. Após um ano inteiro de dedicação non-stop, o estudante passou em 11o lugar no seu curso, que era o terceiro mais concorrido na época! 

Dentro da Universidade, Piangers teve contato com professores incríveis, e percebeu que trabalho duro aliado a foco poderia resultar em novas perspectivas. Com essa mesma lógica, o (então) estudante guardava, em sua poupança, 50% dos R$150,00 de seu salário. Em sua cabeça, como ele morava com sua mãe e não tinha que sustentar uma família, era hora de aproveitar para poupar o máximo que pudesse. Claro que essa forma de pensar não era comum entre a galera mais ~jovem. Piangers se perguntava como raios seus amigos sempre tinham dinheiro pra tudo, e descobriu que “a resposta” (#sóquenão) estava em gastar mais do que se tinha, ou torrar a mesada que recebiam dos pais. Definitivamente, ambas ideias pareciam falhas. Guardar dinheiro ajudou profundamente o jornalista a ir morar na cidade em que queria morar, do jeito que queria morar. E, hoje em dia, isso se reflete em sua vida familiar, que conta com muito tempo de qualidade para suas filhas. Mas vale lembrar que isso começou lááá no começo, por desde sempre colocar dinheiro na poupança – na época, era o investimento mais sofisticado que o jovem conhecia, embora hoje saiba que existem opções bem melhores. 

$egredos e $poilers em primeira mão 

Então, ficou a lição: você precisa gastar menos do que ganha: m e n o s   d o q u e g a n h a. Parece bobo, mas a verdade é que muita gente não entende isso (tudo bem se você for uma dessas pessoas <3), e nem contabiliza na ponta do lápis os gastos mensais tradicionais e impostos. Tipo: se o seu salário é R$ 1.000,00 e você diz que ganha R$ 1.000,00, lamentamos informar que não é bem assim. A real é que você ganha menos reais do que acha. Buá. Te explicamos: no momento que você recebe uma quantia de dinheiro, existe uma série de descontos e gastos fixos que precisam estar na sua cabeça. Só assim a sua visão de você mesmo enquanto indivíduo no cenário econômico será realista. Em outras palavras, para que você se sinta “pobre” ou “rico” na medida correta – considerando o quanto você recebe e o quanto dessa grana será gasta em impostos, contas, descontos. 

A gente vai falar, ao longo dessa série de vídeos, sobre dívidas (no caso, como zerar elas, porque né), sobre economizar (o jeito mais fácil de começar a poupar AGORA), sobre investir (quais investimentos são mais seguros e podem dar um retorno interessante) e sobre carteira diversificada (para quem já está pensando a longo prazo). Aliás, falaremos muito sobre longo prazo – que é algo com que nós, brasileiros, não estamos acostumados. Com a licença para o clichê, esse mundo de tecnologias e smartphones tem um aspecto negativo, quando mal utilizados: de nos deixar mal acostumados com o imediatismo do que queremos. Temos todas as músicas, filmes, notícias e até mesmo crushs (tinder que o diga) a hora que queremos. Mas, se você parar pra pensar um pouco, chegará à conclusão lógica de que os maiores sonhos são os que levam mais tempo. Por isso, um bom investimento é um projeto de LONGO prazo.

Antes que você pense (erroneamente) que investir no seu longo prazo significa sacrificar seu presente, responde aqui pra gente: você preferiria viajar daqui a 06 meses OU ter dinheiro para, daqui a 5 anos, poder viajar todos os anos? É, coração bate mais forte só de pensar! De bônus, temos mais uma ótima notícia: a construção de uma vida financeira equilibrada não precisa (e nem deve!) ser sofrida. Nos próximos vídeos, você vai entender como se organizar para poder atingir seus sonhos – como se aposentar na praia, por exemplo – sem ter que sofrer. E ainda se divertindo e aprendendo no processo, claro! 

Bora bater esse papo e fazer umas continhas então? Ah, e pra galera de humanas: fiquem tranquilos que não tem mistério. Tá todo mundo no mesmo barco. Podem embarcar junto!

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