—  Bê-a-bá dos Investimentos
Fundo de crédito privado: renda fixa com mais rentabilidade

Investidores mais arrojados dirão que investir em renda fixa é muito “morno”, mas essa é uma visão equivocada. O mundo de renda fixa é cheio de oportunidades, com produtos que podem também agradar investidores que estão em busca de melhores retornos.

Os produtos de renda fixa mais conhecidos são os os títulos do tesouro. Eles são emitidos pelo governo federal e podem ter a rentabilidade atrelada à inflação, à alguma taxa pré-fixada ou atrelada à taxa Selic (a taxa básica de juros da nossa economia).

Neste último caso, o investidor tem rentabilidade atrelada à Selic e vê seu patrimônio crescer com volatilidade praticamente zero. Além disso, o risco de calote no Tesouro Direto é muito baixo (Ativos Livre de Risco), já que o governo brasileiro tem à disposição uma série de recursos para saldar suas dívidas - inclusive, se ele quiser, pode imprimir o próprio dinheiro.

Essa ideia de rentabilidade em “voo de cruzeiro” dos títulos do tesouro atrelados à Selic é ótima para quem tem o perfil mais conservador. Mesmo assim, até mesmo quem tem aversão à volatilidade gosta de resultados mais atrativos, certo? E é aqui que entram os créditos privados na história: para agradar quem gosta de renda fixa, mas deseja resultados mais potentes.

Então vamos entender um pouco mais o Crédito Privado:

O que é Crédito Privado?

As empresas precisam de recursos para promover melhorias, implementar projetos, expandir negócios, etc. Para aumentar a arrecadação, elas emitem títulos que são comprados por investidores. Ou seja, no Crédito Privado, você é o credor dessas empresas.

Simplificando ainda mais: ao investir em produtos de crédito privado, você “empresta” o seu dinheiro para as empresas. Em contrapartida, elas devolvem os juros para você em forma de rendimento.

E o que é um Fundo de Crédito Privado?

Pense em uma cesta com várias frutas diferentes dentro.
A cesta é o fundo, as frutas são os títulos que você investe.
De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários, para essa cesta ser considerada um fundo de crédito privado, mais 50% das frutas devem ser títulos emitidos por empresas. O restante pode ser de títulos públicos, cotas de fundos de investimentos, entre outros produtos de renda fixa.

Por que costuma render mais?

É uma questão de mercado: quanto maior o risco de crédito do emissor, maior são os juros oferecidos por ele para atrair investimentos. Ou seja, é a boa e velha máxima de que a rentabilidade está atrelada ao nível de risco. As empresas, por serem organismos privados, apresentam um degrau a mais de risco do que o governo federal, por exemplo. Porém (e aqui é um grande porém), isso não quer dizer que investir em fundos de crédito privado é ter que contar com a sorte, longe disso.

O segredo está na escolha dos títulos e das empresas do seu fundo

Concentrar o seu investimento em poucos emissores é concentrar também o risco. Por isso, para evitar a chance de ser impactado em caso de desempenho abaixo do esperado de um dos papéis, o ideal é pulverizar o investimento entre diversos produtos. A famosa diversificação.

Além disso, é preciso escolher bem as empresas. Há aquelas com bons ratings, ou seja, ganham notas altas por serem consideradas boas pagadoras perante o mercado. Mas como boas pagadoras, elas pagam menos, pois possuem menos risco. E há também as empresas que o mercado vê com um pouco mais de desconfiança, e justamente por isso, oferecem mais rentabilidade. O balanceamento entre as duas modalidades vai depender do seu perfil de investidor, lembrando sempre que, quanto maior o risco, maior é a possibilidade de retorno.

Nossa recomendação: escolha um fundo robusto que contenha um mix de produtos de renda fixa que aliem segurança, liquidez e rentabilidade.

A Warren, inclusive, possui um fundo de crédito privado próprio. A estratégia do fundo é investir em crédito privado através da compra de cotas de outros fundos. Assim é possível obter uma super diversificação de carteira. Então, se você quer aliar performance e segurança, saiba mais detalhes no vídeo abaixo:

Comece a investir em fundos de crédito privado agora