Aula 8: Renda Fixa

Ativos em prol à $aúde financeira

Se ficou com preguiça de assistir o vídeo, não tem problema! Entregamos o conteúdo mastigadinho por escrito também!

Carmen

Carmen

Autora do Papo de Grana

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Agora que já dominamos a língua do dinheiro, tá na hora de nos tornarmos fluentes no assunto renda fixa. E pra quem não sabe do que estamos falando, sugerimos fortemente que retome a última aula: internallink.com.br

Você já está familiarizado com a sopinha de letras do Selic, CDI, CDB, LCI, LCA, então é hora de se aprofundar em todos esses termos para entender mais de ativos. A primeira coisa que você deve entender é que existe uma grande diferença entre investimentos passivos e ativos:
Investimentos passivos = dinheiro que fica parado e não te gera mais riquezas, pois não valoriza.
Investimentos ativos = sua grana trabalhando pra você, ou seja, dinheiro gerando mais dinheiro.
“Ah, mas isso é óbvio”, você deve tá pensando. Mas talvez você não ache óbvio se usarmos como exemplo um carro e um apartamento. Veja bem, tem quem adquira imóveis e carros acreditando que esses bens são investimentos ativos. Até podem ser caso você use o carro para uma atividade profissional e tenha planos de valorizar/alugar seu apartamento. Porém, na maioria das vezes são bem que deterioram com o tempo, perdendo seu valor com o passar dele. Portanto, esses investimentos seriam investimentos passivos!
Vamos fazer uma continha rápida, ok?

Digamos que você gaste 60 mil em um carro pois acredita que vá melhorar muito a sua vida. Aí digamos que a taxa de juros real (juros menos a inflação) esteja 6% ao ano quando você faz essa compra. Sabe o que aconteceu? Você perdeu a oportunidade de aplicar 60 mil reais para render 6% ao ano. Ou seja, ao invés de você estar ganhando 300 pilas por mês com esses 60 mil aplicados, você está perdendo 300 pilas por mês já que decidiu comprar um carro. Ah, sem contar a gasolina, depreciação do carro, seguro, impostos a pagar e eventuais batidinhas ou pneus furados. Não é mole, ein.

Beleza que muitas pessoas optam por ter carro, comprar roupas, apartamento, iphone e etc. Mas entenda que isso não é investimento, e sim consumo. É gastar um dinheiro que não vai gerar mais dinheiro. Então, pra fazer o seu dinheiro render, nós temos duas opções: renda fixa e renda variável.

Renda fixa e o que você precisa fixar na mente

Como o próprio nome diz, renda fixa é um rendimento fixo que você tem por mês. Uma grana que você investe e sabe o quanto vai render. Pode durar 10 anos ou 10 meses, não importa. É um acordo que você faz justamente pra poder saber quando vai ganhar. Existem inúmeros produtos de renda fixa que você pode escolher – como por exemplo o CDB, que vimos na aula anterior. Você faz uma espécie de acordo com o banco e ele te diz quanto vai te pagar por mês.
“Só isso? Que entediante esse rolê de renda fixa”. Não, calma que fica mais legal.
Olha que massa: você pode escolher entre rendas pré fixadas e pós fixadas. Nas pré fixadas, você sabe certinho o % que o banco vai te pagar por ano. Já nas pós fixadas, você aceita que o seu % de retorno passeie junto com a inflação. Ou seja, se a inflação subir, você pode ganhar mais. Se ela descer, você ganha menos. Porém, o seu juros real – aquilo que está faturando de fato o seu dinheiro – é fixo. Por isso, renda fixa!

Além do CDB como renda fixa, podemos pensar nos títulos do tesouro – que, como vimos na última aula é um produto que o governo oferece para que você empreste dinheiro ao governo. Investir em títulos do tesouro é super seguro e acessível, pois você pode investir a partir de 30 reais (!!). Normalmente, dá até pra escolher se você quer pré ou pós fixado. Olha que beleza. É só entrar no site do tesouro direto e escolher se você quer uma taxa pré fixada (que pode ser 7%) ou pós fixados, que o governo também oferece pra você. Em ambos casos, a taxa oferecida é um pouco menor às taxas que bancos menores poderão te oferecer.

Risco e rendimento andam de mãos dadas

Retomando pra ficar claro: o tesouro direto é um produto muito seguro, pois é o governo que paga seus rendimentos – e o governo se preocupa em fazer isso para manter seu nível de credibilidade com o mercado externo bem alto. Em suma, as nações precisam pagar suas contas internas para serem bem rankeadas no quesito “confiabilidade” aos olhos de outros países. Te explicamos tudo isso para você saber que o Tesouro com certeza voltará para você, mas em taxas menores do que as que você pode conseguir. A conta é: quanto maior a segurança (menos risco), menor a taxa. Faz sentido, né?

Foco agora nos grandes bancos. Isso mesmo, aqueles que têm nomes escancarados nos outdoors e nas propagandas de tv. Esses caras também vão te pagar uma taxa, mas possivelmente um pouco menor que a do tesouro direto. O que, aliás, é um absurdo, certo? Porque imagina que, muito provavelmente, o banco tá pegando esse seu dinheiro pra investir no tesouro direto e ainda cobrar uma taxa de você. Era mais fácil você ter ido direto no governo e não ter o banco abocanhando parte do seu rendimento. Então ó, fica de olho aberto!

Da mesma forma que bancos grandes não fazem questão de te dar taxas de rendimento altas – porque em tese eles já tem muitos clientes e “- os bancos menores, por outro lado, fazem questão de te oferecer taxas melhores. A partir disso, eles conseguem mais clientes para se capitalizar, e o resultado é uma situação em que todos saem ganhando. Deu pra entender essa lógica?

Outra dica importante é que você sempre preste atenção em impostos e datas de retirada. Já comentamos sobre o IOF se aplicar a qualquer rendimento que você resgate antes de 30 dias, lembra? E o quanto o IR pode comer desse valor também. Felizmente, alguns investimentos são livres de imposto de renda, como LCI e LCA! Ambas siglas se referem a crédito imobiliário (LCI) e crédito agrícola (LCA). Sendo muito parecidas com o CDB, elas funcionam como um acordo que você faz com o banco: você empresta o dinheiro pra ele colocar em incentivo a construções, imóveis ou na área agrícola.

Então esses dois investimentos são (sim!) livres de imposto de renda, mas você tem que prestar atenção no acordo que você fez com o banco referente à retirada do dinheiro. Às vezes, o acordo estabelece que você não pode retirar quando quiser. Ele exige que você respeite o prazo acordado, que às vezes é 5 anos, 3 anos,1 ano ou, sei lá, 6 meses!
Feito então?
Agora que você já tá craque em renda fixa, segue o bonde que a próxima aula será sobre renda variável e AÇÕES! Irriiiiii, vai ser muy loko.

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