Aula 9: Renda Variável

Adeus gritaria, alô tecnologia!

Se ficou com preguiça de assistir o vídeo, não tem problema! Entregamos o conteúdo mastigadinho por escrito também!

Carmen

Carmen

Autora do Papo de Grana

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Chegamos ao vídeo de renda variável!
E, se você perdeu a aula sobre renda fixa, volta lá pra não se perder: inernallink.com.br

Meo Deos, que animação. Essa aula tá tão completa que conta até com a presença e sabedoria de Tito Gusmão, o CEO da fintech que mais cresce no Brasil, a Warren. O cara tá no mercado há trocentos anos e já presenciou coisas que você nem imagina. Trabalhou no chão da Bovespa e na bolsa de valores de SP, com aqueles telefones grandes gritando pras pessoas “compra sei-lá-quantas sacas de café!!!”. Durante grande parte dos seus quase 40 anos, esteve dentro do mercado financeiro.

Tito nos explica que a renda variável, as ações e a forma como elas são negociadas impactam em toda economia. Uma das formas mais fáceis de uma empresa levantar capital é vender parte de suas ações a outros sócios. Pensa que seu amigo quer grana pra construir a pizzaria, por exemplo. Pra arrecadar a grana necessária, ele vende uma parte pra você e consegue o dinheiro. Agora, ele tem um novo sócio, e pode vender pizza, oba! Acontece a mesma coisa no mercado financeiro, só que numa proporção um pouco (bastante) maior.

Nesse mundo de renda variável, você tem as empresas de um lado vendendo suas ações e pessoas investindo do outro, comprando ações para virarem sociais. Isso existe há muito tempo, desde a época em que as pessoas compravam e vendiam no grito, com papelzinho na mão. Estilo Lobo de Wall Street mesmo.

Passado

Felizmente, a tecnologia veio pra mudar a vida como um todo, e situações como essa acabaram! Assim como você não pega mais táxi com o sinal do dedinho, no mercado financeiro tudo que era no grito é automatizado agora. As pessoas transacionam ações e viram sócias de empresas com 2, 3 cliques na palma da mão. Pelo celular ou notebook. Esse avanço possibilitou que você consiga investir de forma muito fácil e segura também, como é o caso da prórpia Warren de Tito. O objetivo é facilitar que as pessoas invistam e construam objetivos e portfólios inteligentes também com agilidade e inteligência. Através de inteligência artificial, o aplicativo utiliza algoritmos para escolher os melhores produtos e negocia automaticamente esses produtos na bolsa.

Presente

Tendo vivido todo esse fuzuê do passado, Tito garante que a tecnologia do presente veio para tornar as coisas mais eficientes. Veio para democratizar o acesso às ações e investimentos, permitindo que você vire sócio de grandes empresas como google, facebook, apple, ambev e por aí vai. Adeus gritaria, alô tecnologia.

Dinheiro na tela: luz, câmera, AÇÕES! 🎬

Quando falamos de ações da bolsa, é importante iniciar o papo desmistificando aquela visão que muita gente têm de ser um troço meio Cassino, Las Vegas etc. Essa imagem é totalmente errada! Investir em renda variável e boas empresas é investir no futuro (filosófico porém verdadeiro). É investir nos ciclos econômicos positivos, pois os ciclos econômicos, a longo prazo, sempre tendem a ser de alta. Mesmo com as baixas que possa enfrentar no curto prazo. Portanto, se você tiver coragem de investir em empresas através de ações e mantiver sua mente no longo prazo, pode ser que venha a ter resultados muito positivos. Com certeza, investir em renda variável vai fazer com que aquele seu objetivo – de se aposentar cedo ou de ter sei lá quantos milhões – seja conquistado muito mais facilmente. Podem ser produtos que tem (sim) uma oscilação maior no curto prazo, mas que a longo prazo vão te dar rendimentos altos em função da tendência de crescimento da economia.

Se você é totalmente leigo no assunto e nunca ouviu falar de renda variável, bolsa de valores ou ações, é bem facinho! Pensa que existe uma empresa ali, feliz, começando a crescer, tendo um bom lucro, até que ocorre a ela “pô tô indo bem, mas tá na hora de dar um salto maior!”. Adivinha do que ela precisa pra isso? Sim, dinheiro! Nesse caso, as opções viáveis são pegar dinheiro no banco ou fazer algo mais barato: vender parte de suas ações. Se sua marca já é confiável e saudável, é possível que o retorno seja positivo na bolsa, pois mais pessoas vão querer ter uma fatia dessa empresa.

Quando uma empresa abre parte de suas ações para venda a pessoas físicas, ela começa a se capitalizar, podendo crescer, empregar mais gente, abrir outras filiais em outros lugares. Assim, esse dinheiro é bastante importante para marcas que estão visando o crescimento. E olha que legal: se a empresa continuar crescendo de fato, as ações de quem comprou começam a valorizar! Não à toa, chamamos a bolsa de valores de renda variável. Afinal, se a empresas seguirem bem e apresentarem um lucro legal, as ações que você comprou passam a valorizar junto, resultando em um balanço positivo.
Esse seria o mundo perfeito: comprar ações de uma empresa que continua crescendo, e que daí faz o seus papéis (ações) valorizarem para você ganhar mais dinheiro na operação. Tá vendo só como isso pode ser interessante pro seu plano de aposentadoria “precoce”?

Regra de ouro pra se dar bem na Bolsa!

Claro, temos que levar em conta que neeem sempre as empresas se dão bem. Às vezes elas fazem movimentos errados, contratam CEOs despreparados, entram em crise, demitem funcionários e até quebram. Aí você, que comprou ações a R$ 1,00 agora pode ver essas mesmas ações valendo R$ 0,10. Deve doer, né. Mas sabe o que você NÃO deve fazer nessas horas, de jeito nenhum? Vender suas ações! Isso mesmo: segure firme essa dor. Quando suas ações estão valendo pouquíssimo, não é hora de vendê-las. É hora de aproveitar para comprar outras ações por muito menos.

Lembre-se que apostar em renda variável é justamente isso: estar disposto a encarar eventuais oscilações. Existe outro fator que influencia nos valores das ações que é a famosa especulação. Especuladores funcionam da seguinte forma: eles compram ações a 1 pila, revendem no outro dia (ou às vezes no mesmo dia, sendo uma day trade) quando tá R$ 1,10, aí compra outras por R$ 1,05 e vende no mesmo dia por R$1,20 e assim por diante. Esses caras ficam tentando se beneficiar, no curto prazo, de comprar ações na baixa e vender na alta.

Isso influencia no papel da ação porque muitas vezes a empresa tá super bem, tá tudo certo, os balanços tão ótimos, mas a ação cai por causa da especulação. Ou até mesmo por causa de algum boato, preocupação do mercado, mil coisas. As ações vão cair às vezes, e isso não é o fim do mundo. O importante é manter a calma e entender que esse não é o momento de vender. Momento de baixa é momento de comprar.

Se você confia naquela empresa, acredita que ela vai se equilibrar e que no futuro pode ter um momento melhor, você vai comprar ações na baixa. Sem papo furado! Mesmo que você esteja num prejuízo ali na baixa, essa é a hora de comprar. Pense que, se você comprou ação a R$ 1,00 e agora você pode comprar a R$ 0,50, o seu preço médio passa de R$ 1,00 para R$ 0,75. Agora você entende porque é loucura comprar ações na alta e vender na baixa? Porque você vai estar sempre comprando caro e vendendo barato!

É que nem a febre do bitcoin. A gente ouve muito as pessoas falando “cara, o bitcoin subiu 10.000%, p r e c i s o comprar!”. Nãão, cara pálida. Não é o momento. Deixa estabilizar antes, pra ver se não é apenas especulação. Vá que seja uma bolha que pode explodir e despencar a qualquer momento? Pois é. Então lembre-se: quando as ações estão em baixa, é hora de comprar. Quando estão em alta, é hora de vender! Assim você conseguirá multiplicar muito mais seus rendimentos variáveis a longo prazo.

Obviamente, a gente tem medo de perder tudo, e muitas vezes não sabemos como confiar numa empresa. Por isso mesmo, as ações na Bolsa de Valores costumam ter um mix de grandes e pequenas empresas, já que tendemos a confiar nas maiores e desconfiar das menores. Existe o que chamamos de Blue Chips (remetendo às fichas azuis que são as mais valiosas do poker), que é o nome que damos a empresa mais consolidadas. Não quer dizer que sejam inquebráveis, e sim que já têm um nível alto de confiabilidade no mercado, patrimônio e credibilidade muito grandes. Assim, você pode ficar tranquilo que, diante de qualquer problema, essas empresas terão acesso a crédito caso precisem.

Por outro lado, também tem-se as chamadas Small Caps, que são empresas e menor porte e mais novas no mercado, cuja capitalização ainda é baixa. É claro que o nível de risco ao investir em Small Caps é maior do que em Blue Chips, já que essas empresas menores podem balançar mais durante turbulências do mercado, possuindo mais dificuldade de se equilibrar e conseguir empréstimos bancários quando necessário. Porém, como já vimos anteriormente, quanto maior o risco, maior a possibilidade do retorno. Assim, essas grandes oscilações vividas pelas Small Caps podem significar grandes perdas ou grandes ganhos. Seguindo o mesmo raciocínio, você deve considerar que as Blue Chips são mais confiáveis e te proporcionam retornos mais conservadores e estáveis.

Como exemplos de Blue Chips, temos o Google, a Apple, Nike e até algumas brasileiras tipo Petrobrás, Vale e Ambev. Aí você talvez pense que as Blue Chips são muito caras, e que as Small Caps são baratinhas. Bem, na verdade não! Cada empresa tem seu valor de ação negociado com o mercado, independente do seu tamanho. Às vezes, inclusive, uma empresa pode dividir sua ação em duas para facilitar o acesso, caso ela esteja muito cara. Assim, ela mantém seu valor e acessibiliza as ações ao público. Quer ver um exemplo? A petrobrás já teve ações a R$ 15,00! E não, não tem valor mínimo de ações para comprar. Isso quer dizer que, com 15 pilas você pode se tornar sócio da empresa.

Me gustan los dividendos

Uma coisa muito legal nesse rolê de ações, é que várias dessas empresas pagam dividendos. Ou seja, em determinado momento do ano essas empresas divulgarão o seu lucro e dizer que vai distribuir uma parte desse lucro entre os acionistas. Olha só que incrível: um brasileiro comum médio que comprou UMA ação da empresa com seus 20 pilas vai ter um retorno em cima dessa ação. Vai ter um percentual de faturamento em cima do que investiu. Ah, e sabe qual a melhor parte? Cai direto na sua conta corrente, sem pagar imposto de renda. Agora você entendeu porque os dividendos agradam tanto.

ETFs: praticamente Extraterrestres Financeiros <3

Como falamos anteriormente, é possível sim morar no Brasil e investir em empresas americanas. E se você tá louco pra botar as mãos em ações de empresas como Apple e Google, vai gostar de saber que existe um troço chamado ETF. Basicamente, essa sigla diz respeito a uma cesta composta por diferentes ações de várias Blue Chips. Sabe por que isso é genial? Porque no momento que você tá botando dinheiro numa ETF, você está automaticamente botando em várias empresas, não correndo o risco de ser tão impactado caso uma delas quebre. Inclusive, se uma dessas empresas quebrar, provavelmente outra (na qual você também tem ações) vai subir, pois as ETFs incluem empresas do mesmo setor.

Então, as ETF’s permitem que você tenha um preço médio muito interessante e que acompanha a economia americana, que é uma das mais sólidas do mundo. Pode relaxar que, se essa cesta não quebrou com a crise de 2008, é difícil de quebrar ein. Isso fala muito sobre a confiança do mercado e dos investidores ao redor do mundo nos EUA. A longo prazo, o movimento da sua economia tende a ser positivo, independente de eventuais quedas. Botar dinheiro numa ETF de açnoes americanas é confiar que daqui a 10, 20, 30 anos essas ações estarão valendo mais. E é muito provável que estarão mesmo.

Não só de ações americanas vivem as ETFs. Existem váárias cestas com diferentes ações. Você pode escolher uma cesta com apenas empresas confiáveis e grandes, pode ter uma ETF de Small Caps – caso curta novos empreendimentos – e até misturar ambas. Essa é a nossa dica! O legal de mixar ações das Blue Ships com as Small Caps é que você monta um índice interessante para o longo prazo: com o nível adequado de risco e de segurança.

Ficou claro por que a renda variável pode ser uma super estratégia pra você conquistar os objetivos lá do longo prazo? É pra isso que estamos aqui! Agora, é hora de montar seu porfólio devidamente equilibrado entre renda fixa e variável. Antes que você pergunte, é claro que não te deixaremos a ver navios!
Vamos montar isso juntos na próxima aula. Embarca com a gente! Irriiii

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